terça-feira, janeiro 23, 2007

Babel - By Klaus Hasten.


História sobre diversas pessoas que não deveriam ter nada haver, mas acabam se interligando por fatos ocorridos em menos de 24 horas. Não, se você pensou em “Crash: No limite”, filme excelente que ganhou o Oscar de melhor filme no ano passado... Está redondamente enganado! O filme em questão é Babel, e adivinhem? Também é indicado ao Oscar de melhor filme em 2007.
E como se ainda não faltasse... Temos Brad Pitt no elenco fazendo um papel tão pequeno pro seu talento que acabou nem sendo satisfatório (oh, acho que isso me lembra Brandon Fraiser em Crash... Porque será?) e Cate Blanchett como sua esposa chatinha (se Sandra Bullock souber disso...).
Referências, clichês e imitações à parte... A história do filme é até boa, os personagens bem elaborados (com exceção dos já mencionados Brad e Cate), como a família árabe, que por proteção adquire um rifle que acaba por iniciar eventos a partir de um só tiro que é disparado acidentalmente contra uma americana (Blanchett), que acaba por ser levada pra uma vila desconhecida com o marido (Pitt). Enquanto isso, de volta pros States, a baba dos filhos deles, leva inconsequentemente as crianças pro México, no casamento do filho dela, o problema é que na volta, ela é barrada por ser uma imigrante ilegal. Dando a volta ao mundo, também vemos a história de uma estudante Japonesa (filha do primeiro dono do rifle que causou todos os acontecimentos) surda, que ao mesmo tempo em que não consegue ouvir o mundo, consegue entender melhor que muitos as pessoas a sua volta, mas acaba por querer chamar atenção demais.
Uma coisa que me chamou atenção foi a interessante metáfora no titulo. “Babel”, que vem da historia fictícia da Torre de Babel (não gente... Não to falando da novela), que é a tentativa dos homens da terra de tentar chegar ao céu, construindo uma torre gigante, mas “deus” acaba por diferenciar a linguagem das etnias. No filme, as pessoas tentam chegar ao seu “céu”, que seria o seu objetivo, a sua felicidade, mesmo com as adversidades como estar em paises diferentes e a falta de comunicação (não só pela língua em si) entre os homens.
Com grande relutância da minha experiência cinematográfica, considero esse filme uma lição de vida para algumas pessoas que hoje em dia não se preocupam com as relações humanas.

Nota: 7.5

1 Comments:

Anonymous Anônimo said...

Aee Klaus! Melhorando a cada dia que passa ;)

Eu já tava com vontade de ver o filme. Depois de ler seu post, fiquei com mais vontade ainda. O !BULA! e sua seção de cinema estão em boas mãos =D

Abraço.

ter. jan. 23, 05:56:00 PM 2007  

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