Déjà Vu - By Yuri Teixeira

Olá a todos, sei que não devem me conhecer, então é melhor me apresentar antes de começar a fazer as críticas sobre filmes aqui no The Torch, um blog dedicado a fazer críticas de filmes de uma maneira excepcional. Sabendo do meu grande interesse em ser jornalista e o meu senso crítico, Klaus me convidou para comentar sobre os filmes, junto a ele. Espero que gostem das minhas críticas tanto quanto as de Klaus, mas agora vamos falar do filme.
Embora o filme tenha como ator principal Denzel Washington, que é um ótimo ator e já esteve em filmes maravilhosos como “Por um triz” ou “Chamas da Vingança”, que tem muita ação e que realmente fixa a atenção do público com uma ótima história, “Déjà Vu” deixa a desejar. O filme se passa na cidade de New Orleans, onde um terrorista detona um barco e mata inúmeras pessoas e também faz de vítima uma mulher que parece ter uma forte significância no atentado.
Para solucionar tal crime, o agente da ATF, Doug Carlin( Denzel Washington) é convidado para participar de um projeto do governo(notem que eu disse “participar”) onde ele tem uma chance de encontrar o terrorista. E é aí que o filme começa a desmoronar, o agente é convidado para participar do projeto, mas já chega ditando ordens aos outros agentes, dizendo como eles devem trabalhar. O trabalho em si, envolve um projeto onde você pode ver o passado da pessoa, na realidade, você vivenciará o passado desta pessoa, olhando tudo o que a pessoa faz, e tudo ao seu redor.
E isto torna a trama muito mais monótona e sem graça, em vez de explorarem uma investigação ou expor cenas marcantes como em "Chamas da Vingança" que tem várias revira-voltas. E como se não bastasse, a explicação de como funciona o aparelho onde você "revive fatos do passado" é muito complexa, o que levará pessoas de intelecto limitado a não entenderem nada do que se passa na cena e no filme todo consequentemente. Quando se faz uma história onde tem ficção científica, é necessário fazer uma pesquisa antes e ver como apresentará para o público a explicação, e não usar um papo de "cientista de fogeutes", jogar em cima da cena e esperar que o público entenda, como foi o caso.
Além disso o filme contém vários clichês que são, de fato, muito previsíveis e ruins, o agente Doug banca o herói toda a hora, sacrificando-se para fazer com que o experimento de viagem ao tempo dê certo, o que lembra muitos filmes de “Rambo” com um heroísmo norte-americano muito barato. E este não é o único clichê, a vítima do terrorista, Claire, foi amordaçada, seqüestrada, quase foi queimada viva, e logo depois de ser resgatada, passam-se 5 minutos e ela já está super bem. Uma situação dessas traumatizaria qualquer pessoa normal, a levaria a um estado de choque, onde ela ficaria sem reações por um bom tempo. Isso me lembra a novela “América” onde a personagem Sol passou 4 dias no mar sem comida e nem água, e assim que chega à praia levanta e sai correndo como se estivesse em uma maratona. E como se não fosse pouco, o agente Doug e Clair se beijam em uma cena, uma coisa totalmente sem sentido e que poderia ser muito bem cortada.
Mas tirando essas coisas (que não são poucas) o filme toma a sua atenção, e além de ter pequenos erros na ficção, vale a pena ver, pois passa uma mensagem afinal de contas. Se você tem uma chance de fazer o que é certo, ou corrigir seus erros, vá em frente e não hesite em olhar para trás.
Nota: 6,5

2 Comments:
vem cah, quem eh klaus hasten? hauahuahuhaua zoando klaus! legal tua inciativa, to botando o link do blog na comu do jornal agora, mas n se esqueça de colocar o link em comus de cinema tbm, eh uma boa. Abrço!
Boa a crítica Yuri, altamente negativista, mas é isso que dá o tempero para um crítico.
Mas não se esqueça de relevar algumas coisas e também elogiar, porque o filme não é de tanto mal.
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