sexta-feira, janeiro 26, 2007

Apocalypto - By Yuri Teixeira


“O que é o apocalipse, será algo que é arquitetado pelo próprio ser humano?” O filme faz com que tenhamos está dúvida em mente, fazendo com que pensemos na possibilidade de o homem ser o causador de tanto caos. O filme não envolve nada de profecia religiosa sobre o fim dos tempos( embora “Apocalypto” significa “Novos Tempos”), mas sim a história de um índio, Jaguar Paw, que teve sua aldeia destruída e foi levado como prisioneiro de um outro povo. O mais interessante no filme, é que Mel Gibson se dedicou e quis mostrar ao público a cultura, costumes e muitas outras curiosidades sobre o povo indígena.

Outra coisa que o filme mostra, é que até mesmo um povo com costumes parecidos podem ter rivalidade e guerrear entre si, tudo por causa do egoísmo e da individualidade. Também ressalta a dor e o sofrimento que todos os seres humanos enfrentam, não interessa sua raça, religião ou nacionalidade, todos são iguais, todos sofrem com a mágoa de perder uma pessoa querida.

Mas o que mais chama atenção no filme, é a violência, que já é uma característica sua, pois na maioria de seus filmes há uma violência explícita(lembram de “A paixão de Cristo”?) que fixa mais ainda a atenção do público. E Mel Gibson conservou os costumes e práticas de caça dos índios. Em sua perseguição, por exemplo, Jaguar Paw não luta contra seus inimigos usando arcos com flechas ou coisa parecida, ele usa a natureza ao seu redor, pondo em prática seus conhecimentos de sobrevivência e caça que é algo habitual dos índios.

Não levando apenas isso, mas o filme contém muitos dilemas que faz o espectador pensar profundamente, logo nos primeiros segundos do filme. Mas o filme também tem seus erros, claro. Como por exemplo, o povo que ataca a vila de Jaguar Paw, parece ser do império Maia, o que estaria totalmente errado se formos avaliar a data em que a história se passa (algo em torno do século 15 ou 16), e seus objetivos não foram muito bem esclarecidos, parece que os prisioneiros seriam vítimas de um ritual religioso, mas nada é explicado sobre o tal ritual e o seu propósito, só depois, em uma entrevista coletiva é que Mel Gibson foi explicar.

Outra coisa estranha que aparece, é uma pequena garota - que também não foi explicado quem é ou o que fazia ali – profetizando o futuro dos guerreiros do povo Maia. Mas ainda assim é um excelente filme, que de uma maneira figurada nos diz que o homem, ao mesmo tempo que busca soluções para problemas, busca a destruição.

Nota: 8,5