segunda-feira, abril 23, 2007

Maria Antonieta – By Klaus Hasten.


O Filme da diretora Sofia Coppola (Filha de Francis Ford Coppola, do Poderoso Chefão) é uma biografia da vida da Rainha da França, Maria Antonieta, que teve o azar de reinar justamente na pior época do país, a Revolução Francesa.
Com apenas 14 anos, Maria Antonieta, filha do Imperador da Áustria, mas internamente uma garota como qualquer uma, com os mesmos anseios e desejos das mesmas de sua idade e com uma ingenuidade indiscutível, é vitima das convenções entre dois países, Áustria e França (que nunca foram muito amigas) que decidiram selar a paz com a união de sua futura Imperatriz com o Delfim Francês, Luis XVI.
Por esses motivos, ela se vê obrigada a deixar tudo pra trás, a vida na Áustria, sua família e todos os amigos, para assumir algo que não estava preparada e mudaria a vida dela pra sempre, tendo que deixar de ser apenas uma garota para não somente virar uma mulher, e sim, uma Rainha com obrigações para com o seu povo, tendo que agradar os Austríacos e principalmente os Franceses, que não gostaram muito de ter uma Rainha de fora.
Tantas mudanças assim conseguiram ser expressas perfeitamente com um figurino excelente, mostrando cada uma das fases de maturidade e humor da personagem, que se vê perdida pelo acaso no meio de pessoas desconhecidas e hipócritas da Corte de Versalhes, consumindo sua juventude aos poucos com suas mentiras e boatos.
Já a Trilha Sonora merece um comentário à parte, uma mistura de músicas clássicas da época e alguns dos hits dos Anos 80, que representa a celebração a vida e a boêmia na vida de Maria, mas não muito apropriada em todas as horas, correndo o risco de ser comparado a um clipe sem noção da MTV, além de não sei como ser tocada em um baile da alta classe social francesa, mas isso é relevado, pois transforma totalmente o estilo épico de filme dos “Perucas Brancas”.
Por trás de tudo isso, encontramos um filme profundo, mostrando o conflito interno de Maria sobre sua nacionalidade e posição social, quebrando as barreiras políticas da Revolução Francesa e mostrando uma Rainha mais humana que sofre junto com o seu povo (o que historicamente pode não ser bem assim) e principalmente com a ajuda da excelente Kirsten Dunst, que se supera com seu melhor papel e com todo estilo de Sofia (Quem lembra de Encontros e Desencontros?) cheio de simbolismo.

Nota: 8,0