domingo, maio 13, 2007

Homem-Aranha 3 - By Klaus Hasten.


Franquias milionárias baseadas em idéias geniais de mestres da literatura e dos quadrinhos costumam começar muito bem e acabar perdendo suas essências. Sinto dizer que a série cinematográfica que Sam Raimi tirou das páginas de Stan Lee e cativou milhares de fãs não é uma exceção.
Quando compramos o ingresso e nos matamos pra conseguir um lugar razoável no meio de tantas pessoas ávidas para esquecer de seus problemas ao ouvir aquela musiquinha clássica que embala os créditos iniciais das aventuras do nosso amigo da vizinhança, mesmo sabendo ser uma adaptação com direito de mudar a sua história original, esperamos no mínimo uma consideração ao mestre Stan Lee e as suas idéias mais fortes.
As pessoas em geral viram muitos “erros” no filme, mas como podemos saber o que é erro ou o que é “liberdade de adaptação”? Será que devemos julgar o que não entendemos? Ao responder essas perguntas, percebi que estava certo e que entre erros e interpretações mal-feitas, Homem-Aranha 3 não agradou muito aos fãs e nem aos leigos.
“No que eu errei?” Essa é a pergunta que Sam Raimi deveria se fazer. Simples: é só fazer uma síntese dos outros filmes e saber onde começou o declínio. No primeiro temos a “Gênesis” do herói, o inicio da historia dele com um vilão memorável, juntos em uma historia séria e fiel até onde pode aos quadrinhos. No segundo Sam Raimi deve ter tirado seu terno e colocado os pés sobre a mesa, a história relaxa um pouco perdendo algumas amarras do primeiro e tendo mais liberdade pra variar e criar histórias desnecessárias a parte.
O terceiro exagera nos efeitos, o que é bom, mas tira o senso critico da maioria das pessoas, sem deixar em evidência o aglomerado de histórias e vilões desnecessários que não se encaixam e deixam o filme totalmente fora de foco. Apesar de tudo isso, podemos ver claramente a moral do filme, presente em todos da trilogia. O uniforme negro da simbionte evidência o lado negro de Peter que vai crescendo juntamente com seu ego mostrando o verdadeiro “vilão” do filme.
É isso mesmo, não tem pra homem-areia, Goblin Junior e nem pra Venom (que teve sua participação quase despercebida) o que atormentou mesmo Peter foi a simbionte que acabou “se apaixonando” por ele e o tornou algo diferente dos quadrinhos, que deveria ser mal e indiferente, mas não, foi uma criatura mais estranha, Raimi transformou Parker em um emo.
Esse produto mostrou (ou pelo menos deveria) mostrar pra Sam que ele deveria se preocupar mais com a qualidade, não com a quantidade e que os valores são os efeitos mais especiais que um filme deveria ter e principalmente que errar é humano, mas errar duas vezes é mutante, o que pessoas do ramo sabem muito bem.

Nota: 6,5