O Cheiro do Ralo - By Klaus Hasten.

O Cheiro do Ralo, filme dirigido por Heitor Dhalia e protagonizado por Selton Mello, é uma biografia do perfil do Brasileiro mesquinho e arrogante produzido pela sociedade individualista e seus valores capitalistas. O filme gira em torno de Lourenço, dono de uma loja de penhores, que faz de tudo pra lucrar à custa do desespero dos outros, sem se importar com seus sentimentos e emoções. Lourenço é simplesmente o retrato do ser humano pragmático e conformista que vive de sugar a vida dos outros.
Lourenço diz que não gosta de ninguém, mas será que não é do sujeito medíocre que ele se tornou que ele realmente não gosta? Querendo punir o mundo à sua volta pelos fatores que o levaram a virar o que hoje é. Resultado de tudo isso é o cheiro que exala do ralo do banheiro, aqui representando a maneira dele de viver e conviver com o seu cotidiano em busca de seu maior objetivo (aqui representado por um bunda).
Com todos esses problemas de relacionamentos com as pessoas e com seu próprio “ralo”, Lourenço percebe que suas soluções rápidas e imediatas não dariam certo e então passa a se humanizar. Esse processo de humanização do personagem é um dos fatores mais simbólicos do filme, com a tentativa da personagem de voltar as suas origens exibindo a todos, o olho de vidro do “pai” como um gesto bonito, criando para si uma imagem de pai que mudaria sua personalidade e preenchendo o vazio do pai que não conheceu, tampando de uma vez o ralo e extinguindo seu cheiro.
Com o tempo, Lourenço percebe que talvez não tenha sido uma idéia lucrativa pro seu negócio e faz de tudo pra recuperar a sua antiga atitude, “quebrando” metaforicamente todas as barreiras que prendiam o cheiro do seu ralo voltando ao inescrupuloso comprador de relíquias, relíquias que se prendiam histórias e preenchiam o vazio de sua vida monótona.
Um elenco maravilhoso de atores pouco conhecidos que ilustram e dão mais realidade ao filme encabeçado pelo sensacional Selton Mello, “o Cheiro do Ralo” é um conto assistido, uma narrativa viva que tira o foco do cinema nacional dos filmes “Globais” mostra uma linguagem seca e sem pompas pra mostrar de onde sai esse cheiro que exala no país todo.
Nota: 8,0
Lourenço diz que não gosta de ninguém, mas será que não é do sujeito medíocre que ele se tornou que ele realmente não gosta? Querendo punir o mundo à sua volta pelos fatores que o levaram a virar o que hoje é. Resultado de tudo isso é o cheiro que exala do ralo do banheiro, aqui representando a maneira dele de viver e conviver com o seu cotidiano em busca de seu maior objetivo (aqui representado por um bunda).
Com todos esses problemas de relacionamentos com as pessoas e com seu próprio “ralo”, Lourenço percebe que suas soluções rápidas e imediatas não dariam certo e então passa a se humanizar. Esse processo de humanização do personagem é um dos fatores mais simbólicos do filme, com a tentativa da personagem de voltar as suas origens exibindo a todos, o olho de vidro do “pai” como um gesto bonito, criando para si uma imagem de pai que mudaria sua personalidade e preenchendo o vazio do pai que não conheceu, tampando de uma vez o ralo e extinguindo seu cheiro.
Com o tempo, Lourenço percebe que talvez não tenha sido uma idéia lucrativa pro seu negócio e faz de tudo pra recuperar a sua antiga atitude, “quebrando” metaforicamente todas as barreiras que prendiam o cheiro do seu ralo voltando ao inescrupuloso comprador de relíquias, relíquias que se prendiam histórias e preenchiam o vazio de sua vida monótona.
Um elenco maravilhoso de atores pouco conhecidos que ilustram e dão mais realidade ao filme encabeçado pelo sensacional Selton Mello, “o Cheiro do Ralo” é um conto assistido, uma narrativa viva que tira o foco do cinema nacional dos filmes “Globais” mostra uma linguagem seca e sem pompas pra mostrar de onde sai esse cheiro que exala no país todo.
Nota: 8,0

1 Comments:
Assisti o filme duas vezes, quiz entender a estória e todas reflexões que o filme nos trás; um filme inquientante. O filme mostra uma realidade que muitos de nos não quer ver, uma verdade que está incrustrada, chegando a ser um estigma no povo brasileiro. Quando ele inverte os valores.
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