domingo, junho 03, 2007

Piratas do Caribe 3 - By Klaus Hasten.


Esqueça tudo que aprendeu sobre piratas durante sua vida. A trilogia do diretor Gore Verbinski e produzida pelo velho Jerry Bruckheimer que recebeu seu ponto final no dia 25 do mês passado (pois é não se iludam com outra seqüência) mudou não só a história de piratas que ouvíamos, mas também,o jeito blockbuster de fazer cinema.
Tudo começou com a idéia da Disney de fazer um filme inspirado em uma das atrações de seus parques e com a união de um elenco intocável e um roteiro fantástico formou-se a grande surpresa de 2003. De longe, chamou atenção o papel de Johnny Deep como Jack Sparrow que agradou ao publico com um lado nada convencional de protagonista.
Logo com o sucesso, a fome dos executivos da Disney trouxe um novo desafio a Verbinski, “Queremos uma seqüência, uma não, duas”. O espanto foi geral, dois filmes ao mesmo tempo poderia afetar muito a história, mas foi aceito. O Segundo, com subtítulo de “Baú da Morte” foi recordes de bilheteria e surpreendentemente além de agradar a grande maioria trouxe no seu final um gancho meio complicado, resumindo: Piratas do Caribe 2 não teve final, coisa que eleva muitos filmes e o distanciou do seu precursor.
Como um golpe de marketing, seu final levou (levou não, obrigou) todos a assistir o terceiro “No fim do Mundo”, mas não por ter gostado do segundo, e sim por mera curiosidade, elevando a exigência do espectador que foi mais do que subestimada em um filme que se distancia da grandeza do original e apenas serve como um final postiço pra seu anterior preenchendo todos os buracos do navio que por pouco não afundou.
Quando o filme começa só ficamos com aquela dúvida na cabeça “Como diabos será que veremos Jack de novo?”. Esse é o ponto alto do filme, invés de uma ponta colada no segundo, vemos uma atmosfera completamente diferente, uma apologia a tempos difíceis de ditaduras e guerras chegando até ao socialismo, representado por “Piratas Organizados” o que distorce o que vem sendo mostrado nos anteriores, traduzindo: não teve nada haver.
Entre todas as expectativas, tínhamos a de Chow-Yu-Fat, conhecido como filmes ótimos, a exemplo de “O Tigre e o Dragão”, convidado para viver o “grande” Capitão Sao Feung que acabou por se tornar um artifício pra não tirar o ânimo da trama, juntamente com a esperada aparição de Keith Richard, como o pai de Jack Sparrow, que nada acrescentou a trama, só mais uns minutos ao já longo tempo na sala de cinema.
Qual era a melhor atração do segundo? Davy Jones? Tia Dalma? O Kraken? Infelizmente tenho que aqui reportar que esses foram totalmente distorcidos dos seus originais papéis do segundo filme, deixando de serem espetáculos de criatividade para serem simples complementos para a verdadeira história. Sim, foram apenas peões no jogo da Companhia das Índias Orientais, representando o sistema que comanda a todos nós e que nos prende em correntes invisíveis, mas na representação nem tanto invisíveis.
Por fim, a conclusão é que até o Capitão Jack perdeu um pouco de seu tempero natural e a grande “revelação” do filme, foi a volta do capitão Barbossa que com certeza levantou o filme, se destacando no meio de pessoas tão dentro da trama mas tão perdidas, como Elizabeth (Keira) e Will (Bloom) e (quase) trouxe o clima do primeiro filme, que com certeza foi o melhor de todos.

Nota: 7,0