terça-feira, setembro 18, 2007

Transformers - By Klaus Hasten.


Em um ano de tantas expectativas frustradas e esperanças arrasadas por produções tão ricas, mas ao mesmo tempo tão pobres, Transformers, novo filme do diretor Michael Bay, é um colírio para nossos olhos. Uma atmosfera nova alcança os cinemas e seus ávidos “consumidores de idéias” cansados das besteiras requentadas que nos servem de mau gosto.
Se o que você espera são carrinhos se transformando em robôs-caixotes e lutando entre si na melhor (ou pior) forma “Power-Rangers”, devastando cidades e deixando um rastro de buracos no roteiro e na sua cabeça... Sorria, você está quase certo. Com uma excelente adaptação e uma ótima humanização da história, ainda faltam pontos que são preenchidos com frases de efeito, apelações visuais e coincidências inexplicáveis.
Sam Witwicky, jovem que como a maioria das pessoas vazias de sua idade só pensa em carros e mulheres e “esperto”, chega à conclusão que um item leva a outro, e começa a se abdicar de valores e lembranças do tataravô, vendendo-as em um lugar que diferente do filme, eu não vou fazer propaganda, e enfim comprando seu carro. No meio de tanto clichê e merchandising, ele e sua amiga Mikaela (no maior estilo das veneradas sessões da tarde dos anos 80) descobrem no Camaro recém-comprado, um robô alienígena.
Coincidência ou não (ponto normal nesse estilo de filme, mas explorado até a ultima gota), o tataravô de Sam tinha conexão com essa raça, por manter em seus pertences a localização do objeto que eles estão a procura, o AllSpark (ou caixa alienígena se preferirem) o artefato que foi capaz de destruir o planeta deles e que seria capaz de nos destruir. Com toda a confusão formada, eles ainda fazem o favor de nos apresentar duas “facções”, os Decepticons (o lado negro da força) e os Autobots (poderia ser mais clichê?), um contra o outro e no meio, de ousado, Sam Witwicky.
Como nem tudo está perdido, o filme explora o lado humano de uma forma cada vez mais forte. Para tirar a apelação, eles decidiram colocar em destaque as pessoas “de verdade” do filme, sem deixar de lados os robôs gigantes, tendo-se assim, um filme mais denso e melhor elaborado. As cenas no Oriente Médio, evidenciando o Exercito e tentando colocar aquele velho “patriotismo”, foram bem sucedidas, tanto pela qualidade dos efeitos especiais e os efeitos de atuação.
Filmes como esses com certeza fariam o maior sucesso há duas décadas atrás, onde qualquer novidade era bem vinda, mas como a humanidade, nosso lado critico também evolui, a ponto de rejeitar a mediocridade e de reverenciar idéias revolucionarias. Transformers é simplesmente composto de tecnologia, frases de efeito, mas é claro, muita criatividade.

Nota: 7,0