Federal - Por Klaus Hasten.
É comum, em um pais tão plural como o Brasil, terem filmes tão bons coexistindo com filmes tão ruins. O mais interessante é quando observamos histórias de assuntos tão próximos e até mesmo compartilhados, com um contraste imenso em relação as suas qualidades.
Policial como deixa bem claro seu cartaz, “Federal” é o estereotipo cuspido e escarrado do gênero. Um grupo de policiais se juntam em uma equipe pra desbancar um traficante. Pronto? Essa é a sinopse? Isso, o filme apresenta uma descrição tão rasa quanto seu próprio desenvolvimento, que trata o expectador como idiota ao usar formulas clichês e desgastadas.
O filme cai em uma série de erros, que começa com o próprio diretor, Erik de Castro, que insiste em enquadramentos e movimentos de câmera que funcionam bem apenas em novelas e programas pra mídia televisiva. Além de outros probleminhas técnicos que envolvem falta de foco fora do contexto ou uma má edição, o roteiro mata qualquer possibilidade de desenvolvimento dos personagens e dos próprios atores, que se vêem reféns de falas absurdamente ridículas.
Selton Mello é o agente Dani (isso, o nome do agente é Dani), que junto ao delegado Vital (Carlos Alberto Ricceli, mas conhecido pelo seu papel na propaganda do colchão Reconflex) e mais um punhado de péssimos atores saídos diretamente de novelas, buscam derrubar o tráfico de drogas em Brasília, comandado por ‘Beque’ (Eduardo Dusek em um papel digno de vilão de Malhação).
Em meio ao submundo, vemos cada um dos personagens tentando balancear um pouco a vida como policial e como ser humano, mostrando como é difícil o equilíbrio entre os dois. Aos poucos, o diretor se esforça em nos mostrar como é inevitável a queda do homem com distintivo para a ascensão do policial com ciência das suas obrigações. Tudo isso é embalado em cenas desnecessárias que enfatizam a incapacidade do diretor e roteirista de fazer o público se interessar no longa.
O filme surge de um roteiro que impressiona pelo fato de ter demorado quase 20 anos para ser concluído pelo cineasta Erik de Castro. Depois de anos reunindo noticias e informações em um caderninho, com intuito de ter uma maior veracidade ao construir seu filme, Erik só nos prova que sua ambição não funcionou, ao fazer um filme literalmente com um roteiro de rascunho.
2 Estrelas


1 Comments:
você continua muito bonzinho. DUAS estrelas?
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