THE TORCH

terça-feira, março 27, 2007

Hollywoodland - By Klaus Hasten.




Hollywoodland, filme que tem como protagonista o (até então não muito explorado) talentoso Ben Affleck, interpretando a identidade secreta do Superman (não o Clark Kent, o George Reeves, que interpretou o personagem na TV dos anos 50) desde sua subida de vida, o seu apogeu e até a queda do homem que era considerado mais forte que o aço.
A História, que tem inicio justamente no fim de sua vida, no seu suposto “suicídio”, mostra o trauma que fez na sociedade a morte de um ícone e modelo de vida de varias crianças. O filme tem a tendência de salientar a chamada “infalibilidade” de George Reeves na visão de todos e como as pessoas não acreditavam no fato dele ter acabado com a própria vida, já que para o público e amigos parecia tão feliz.
O fato, é que George queria algo mais sério do que ficar na TV com um uniforme ridículo, ele queria atuar de verdade e provar seu valor e mostrar a todos que o Superman também é humano e o filme mostra isso justamente batendo na tecla dos seus defeitos.
É assim que aparece o personagem digamos que... “Protagonista oficial”, Adrien Brody faz um detetive que apesar de ser normal para a época, não se daria muito em hoje em dia. O “Ousado” Louis Simo, por pedido da mãe de George e principalmente para poder ter uma manchete com seu nome.
Nesse contraponto das historias de George e Louis, podemos ver que apesar das diferenças de carreiras e métodos de vida, os dois tem varias coisas em comum como a forma deles lidarem com as outras pessoas e a forma de enxergar a vida, o que faz Simo ficar cada vez mais afundado no caso e fazer questão de resolver esse mistério.
Moral da Historia: Hollywoodland é apenas um precursor de um estilo, um novo jeito de fazer filmes. Filmes baseados em filmes!

Nota: 8,5

sexta-feira, março 16, 2007

Os Infiltrados - By Klaus Hasten.




Leonardo DiCaprio, Matt Damon, Alec Baldwin e...Jack Nicholson! Com esses caras fica dificil fazer um filme ruim e Os Infiltrados não é uma exceção (Ok, não dá para imaginar que seria um indicado ao oscar, apesar de ganhar o melhor filme com grande merecimento).
Ah...E por falar em Oscar, não encontraram algo familiar não? Talvez uma disputa antiga entre Martin Scorcese (Os Infiltrados) e Clint Eastwood (Cartas de Iwo Jima) que há uns dois anos atrás brigaram por via de O Aviador (Scorcese) e Menina de Ouro (que deu a Eastwood a estatueta de melhor filme).
Enfim, realidade á parte, Os Infiltrados é um remake do filme japonês “Conflitos Internos” e consegue magistralmente traduzir a mente de um afilhado da máfia (Matt Damon) e um policial (Dicaprio), que a pedido do Departamento de Infiltrados de Boston, entra de cabeça nessa guerra psicologica que é travada por ambas as partes nas ruas da cidade.
Agora uma simples pergunta: e Jack Nicholson com isso? Bem...ele é “apenas” o mandante da Máfia em Boston e tem o papel de transformar um roteiro fraco como o original japonês, no melhor filme de 2006 e em “O Poderoso Chefão” do século XXI (posso comparar por causa da trilogia que Os Infiltrados se tornará) e transformando Nicholson numa especie de “Don Corleone Insano”.
Moral da História: Quem disse que só filmes dramaticos tem potencial pra Oscar?

Nota: 9,0

domingo, março 04, 2007

Letra e Música – By Klaus Hasten.


Você sabe aquelas bandas “super-legais” dos anos 80? Com aqueles “super-rebolados” que os integrantes faziam e achavam o máximo? Assim era a vida do protagonista interpretado por Hugh Grant, que fazia parte de uma banda que era mais ou menos a mistura de The Police, Menudo e Dominó e como todas, acabaram se separando e cada integrante seguindo uma carreira solo mal-sucedida.

De uma hora pra outra sua vida da uma guinada por uma proposta que lhe foi oferecida para compor uma nova musica, e é ai que se encaixa o momento “profundo” do filme: Uma pessoa deveria abdicar seus conceitos e valores por dinheiro e sucesso? (tema que por sinal já está tão gasto que só ajuda o filme a ser mais clichê).

E por falar em clichê, ele encontra na sua jardineira (Drew Barrymore), a pessoa ideal para ajudá-lo na composição da musica, o que (obviamente) acaba aproximando os dois e assim inicia-se o momento “água-com-açúcar” (salientando que é com muito açúcar) em qual a hipocondríaca e insegura se junta ao falido e saudoso (lê-se “cheirando a naftalina”) para fazer uma musiquinha bonitinha (o que nem sempre é tão ruim pra quem vai ao cinema se divertir e assistir um filme com uma historia banal, mas interessante).

Moral da história: Se for pra ver Sessão da tarde, não saia de casa!

Nota: 6,7