THE TORCH

domingo, janeiro 28, 2007

Diamante de Sangue - By Klaus Hasten.



Olha, já vou avisando que “Diamante de Sangue” é um filme que engana. Quando você lê a sinopse (não qualquer sinopse, aquelas sinopses beeem idiotas de pessoas ignorantes que além de não darem suas opiniões, nem sabem direito do que o filme se trata e não deveriam ser considerados “jornalistas” por seus jornais sem cultura) chega a parecer àqueles filmes politicamente corretos de pessoas ricas que vão pra África ficar olhando pra cara dos pobres parecendo que querem ajudar, mas internamente pensando “que bom que não sou eu”, enfim... Filmes hipócritas.
“Diamante de Sangue” pode ser considerado o novo “Indiana Jones” do nosso século trazendo Leonardo Dicaprio (que vêem surpreendendo a todos com suas atuações desde “Os Infiltrados” e provando que seu talento não afundou junto com o Titanic) que fez um sotaque Africano sensacional, um mercenário que vende diamantes de minas em que “reféns” trabalham pra revolucionários rebeldes, que por sua vez a trocam por armas.
Quando um destes reféns, que teve de sua família separado, encontra um diamante muito raro começa uma série de eventos que iniciam a busca de Danny Archer (Dicaprio) e por ele mesmo (que o havia escondido antes de fugir do cativeiro). Na sua busca eles contam com a ajuda do Coronel, amigo de Danny (Pois é... Imhothep, a Múmia, voltou) e de uma jornalista que quer fazer a matéria perfeita sobre a exploração de Diamantes de Sangue (Diamantes que financiam a guerra na África) e inicia a parte política do filme: “Devemos ou não, continuar comprando pedras preciosas mesmo sabendo que elas causam a morte de milhares de pessoas?”.
Filmes assim, mesmo tendo boa intenção, se revelam monótonos algumas vezes, mas “Diamante de Sangue” consegue lidar com isso com certa maestria transformando uma película que parecia potencialmente “desacreditada” no trailer, em um grande filme que foi indicado a 5 Oscars (detalhe: um deles é melhor ator pra Leonardo Dicaprio, e eu acabei de saber que um dos motivos foi exatamente o que eu disse a pouco, o sotaque Africano dele).
Moral da História: Vá ao cinema e descubra.


Nota: 8,7

sexta-feira, janeiro 26, 2007

Apocalypto - By Yuri Teixeira


“O que é o apocalipse, será algo que é arquitetado pelo próprio ser humano?” O filme faz com que tenhamos está dúvida em mente, fazendo com que pensemos na possibilidade de o homem ser o causador de tanto caos. O filme não envolve nada de profecia religiosa sobre o fim dos tempos( embora “Apocalypto” significa “Novos Tempos”), mas sim a história de um índio, Jaguar Paw, que teve sua aldeia destruída e foi levado como prisioneiro de um outro povo. O mais interessante no filme, é que Mel Gibson se dedicou e quis mostrar ao público a cultura, costumes e muitas outras curiosidades sobre o povo indígena.

Outra coisa que o filme mostra, é que até mesmo um povo com costumes parecidos podem ter rivalidade e guerrear entre si, tudo por causa do egoísmo e da individualidade. Também ressalta a dor e o sofrimento que todos os seres humanos enfrentam, não interessa sua raça, religião ou nacionalidade, todos são iguais, todos sofrem com a mágoa de perder uma pessoa querida.

Mas o que mais chama atenção no filme, é a violência, que já é uma característica sua, pois na maioria de seus filmes há uma violência explícita(lembram de “A paixão de Cristo”?) que fixa mais ainda a atenção do público. E Mel Gibson conservou os costumes e práticas de caça dos índios. Em sua perseguição, por exemplo, Jaguar Paw não luta contra seus inimigos usando arcos com flechas ou coisa parecida, ele usa a natureza ao seu redor, pondo em prática seus conhecimentos de sobrevivência e caça que é algo habitual dos índios.

Não levando apenas isso, mas o filme contém muitos dilemas que faz o espectador pensar profundamente, logo nos primeiros segundos do filme. Mas o filme também tem seus erros, claro. Como por exemplo, o povo que ataca a vila de Jaguar Paw, parece ser do império Maia, o que estaria totalmente errado se formos avaliar a data em que a história se passa (algo em torno do século 15 ou 16), e seus objetivos não foram muito bem esclarecidos, parece que os prisioneiros seriam vítimas de um ritual religioso, mas nada é explicado sobre o tal ritual e o seu propósito, só depois, em uma entrevista coletiva é que Mel Gibson foi explicar.

Outra coisa estranha que aparece, é uma pequena garota - que também não foi explicado quem é ou o que fazia ali – profetizando o futuro dos guerreiros do povo Maia. Mas ainda assim é um excelente filme, que de uma maneira figurada nos diz que o homem, ao mesmo tempo que busca soluções para problemas, busca a destruição.

Nota: 8,5


O Amor não tira Ferias - By Klaus Hasten.


Quem nunca já pensou em largar tudo por alguns dias e viajar pra um lugar bem longe? Amanda sim, depois de uma decepção com o ex-namorado que a traiu ela procura na Internet num site de aluguel de casas na Inglaterra e acaba conhecendo Íris, que também teve uma decepção e elas acabam trocando de casas (eu cheguei a me sentir incomodado com essa cena, elas simplesmente decidem em menos de 2 minutos que no dia seguinte pegaram o vôo mesmo nem se conhecendo direito).
É a partir da troca de casas que o filme cai o nível completamente e nem a ajuda de Jack Black, amigo de Amanda que acaba conhecendo Íris e Jude Law, Irmão de Íris que conhece Amanda (se fosse mais clichê seria um remake).
Mas tenho que admitir que algumas partes são realmente boas, e quando Eli Wallach entra em cena como Arthur Abbott, famoso produtor de cinema que vira amigo de Íris e consegue segurar o publico que tava doido pra sair logo do filme por mais um pouco (que chamou muita atenção no trailer e chegou a parecer um bom filme).
Eu nunca costumo desencorajar ninguém pra ir ao cinema...mas esse filme é péssimo e um dos piores das carreiras de Kate Winslet (que apesar de ser mesmo Britânica, força demais o sotaque e o torna ao invés de agradável e inteligente um som irritante) e Cameron Diaz que invés de ficar tentando essas comedias românticas, deveria voltar para o pântano com o Shrek e ficar lá por um bom tempo.
Moral da história: O Amor realmente não tira ferias, mas a criatividade da diretora e roteirista Nancy Meyers tira sim, tanto que transformou um filme que tem uma base de idéia boa num desastre de verão e ao invés de um homor inteligente como eu esperava, teria algo que eu não chamo de humor. Qual é a lição que aprendemos? Quem vê trailer não lê cotação!

Nota: 4,5

quarta-feira, janeiro 24, 2007

Déjà Vu - By Yuri Teixeira



Olá a todos, sei que não devem me conhecer, então é melhor me apresentar antes de começar a fazer as críticas sobre filmes aqui no The Torch, um blog dedicado a fazer críticas de filmes de uma maneira excepcional. Sabendo do meu grande interesse em ser jornalista e o meu senso crítico, Klaus me convidou para comentar sobre os filmes, junto a ele. Espero que gostem das minhas críticas tanto quanto as de Klaus, mas agora vamos falar do filme.

Embora o filme tenha como ator principal Denzel Washington, que é um ótimo ator e já esteve em filmes maravilhosos como “Por um triz” ou “Chamas da Vingança”, que tem muita ação e que realmente fixa a atenção do público com uma ótima história, “Déjà Vu” deixa a desejar. O filme se passa na cidade de New Orleans, onde um terrorista detona um barco e mata inúmeras pessoas e também faz de vítima uma mulher que parece ter uma forte significância no atentado.

Para solucionar tal crime, o agente da ATF, Doug Carlin( Denzel Washington) é convidado para participar de um projeto do governo(notem que eu disse “participar”) onde ele tem uma chance de encontrar o terrorista. E é aí que o filme começa a desmoronar, o agente é convidado para participar do projeto, mas já chega ditando ordens aos outros agentes, dizendo como eles devem trabalhar. O trabalho em si, envolve um projeto onde você pode ver o passado da pessoa, na realidade, você vivenciará o passado desta pessoa, olhando tudo o que a pessoa faz, e tudo ao seu redor.

E isto torna a trama muito mais monótona e sem graça, em vez de explorarem uma investigação ou expor cenas marcantes como em "Chamas da Vingança" que tem várias revira-voltas. E como se não bastasse, a explicação de como funciona o aparelho onde você "revive fatos do passado" é muito complexa, o que levará pessoas de intelecto limitado a não entenderem nada do que se passa na cena e no filme todo consequentemente. Quando se faz uma história onde tem ficção científica, é necessário fazer uma pesquisa antes e ver como apresentará para o público a explicação, e não usar um papo de "cientista de fogeutes", jogar em cima da cena e esperar que o público entenda, como foi o caso.

Além disso o filme contém vários clichês que são, de fato, muito previsíveis e ruins, o agente Doug banca o herói toda a hora, sacrificando-se para fazer com que o experimento de viagem ao tempo dê certo, o que lembra muitos filmes de “Rambo” com um heroísmo norte-americano muito barato. E este não é o único clichê, a vítima do terrorista, Claire, foi amordaçada, seqüestrada, quase foi queimada viva, e logo depois de ser resgatada, passam-se 5 minutos e ela já está super bem. Uma situação dessas traumatizaria qualquer pessoa normal, a levaria a um estado de choque, onde ela ficaria sem reações por um bom tempo. Isso me lembra a novela “América” onde a personagem Sol passou 4 dias no mar sem comida e nem água, e assim que chega à praia levanta e sai correndo como se estivesse em uma maratona. E como se não fosse pouco, o agente Doug e Clair se beijam em uma cena, uma coisa totalmente sem sentido e que poderia ser muito bem cortada.

Mas tirando essas coisas (que não são poucas) o filme toma a sua atenção, e além de ter pequenos erros na ficção, vale a pena ver, pois passa uma mensagem afinal de contas. Se você tem uma chance de fazer o que é certo, ou corrigir seus erros, vá em frente e não hesite em olhar para trás.


Nota: 6,5

Déjà Vu - By Klaus Hasten.



Não sei se é porque eu tenho meio que “uma mente aberta” pra filmes, mas mesmo com algumas criticas ao filme, por ele não ser, como eu diria: “exatamente voltado para a realidade” ou porque eu sou muito fã de Denzel Washington (que ele é um bom ator esses críticos não podem negar!) que é mais conhecido por papel em filmes policiais (como é o caso), sendo de longe, os melhores: “O Colecionador de ossos”, “Plano Perfeito” e “Chamas da vingança”, mas mesmo com personagens tecnicamente parecidos ele consegue diferenciar pela personalidade e irreverência.

Eu poderia passar o dia todo (ou a noite toda, que é o caso) falando sobre a filmografia excelente dele, mas não é o caso, e sim sobre o projeto que foi feito entre ano retrasado e ano passado pelo diretor Tony Scott e o produtor Jerry Bruckheimer. O Filme é uma homenagem ao povo de New Orleans (que no ano retrasado sofreu por causa de um furacão) sendo o primeiro filme lá produzido após a tragédia. O agente da ATF, Doug Carlin se depara com a explosão de um barco com 543 pessoas. No encalço do terrorista ele é chamado pra liderar a busca a partir de um projeto secreto do governo que faz eles verem cenas limitadas dos acontecimentos há quatro dias e 6 horas atrás. Nisso ele descobre o envolvimento de uma garota (que é a cara da Halle Berry!) que apesar de ter morrido pouco antes do acidente esta ligada diretamente ao terrorista (que apesar de ter uma boa participação e seu motivo revelado, não foi muito bem elaborado por Jim Caviezel).

Mentiroso ou não (talvez um pouco, por ele dado uma de “McFly”), esse filme é um dos melhores que agora estão em cartaz e invés de ficar lendo criticas de críticos medíocres (Como você está fazendo agora) deveria estar na fila do multiplex comprando o ingresso do filme que fez nosso 2007 começar com o pé direito no cinema.


Nota: 7,8

terça-feira, janeiro 23, 2007

Babel - By Klaus Hasten.


História sobre diversas pessoas que não deveriam ter nada haver, mas acabam se interligando por fatos ocorridos em menos de 24 horas. Não, se você pensou em “Crash: No limite”, filme excelente que ganhou o Oscar de melhor filme no ano passado... Está redondamente enganado! O filme em questão é Babel, e adivinhem? Também é indicado ao Oscar de melhor filme em 2007.
E como se ainda não faltasse... Temos Brad Pitt no elenco fazendo um papel tão pequeno pro seu talento que acabou nem sendo satisfatório (oh, acho que isso me lembra Brandon Fraiser em Crash... Porque será?) e Cate Blanchett como sua esposa chatinha (se Sandra Bullock souber disso...).
Referências, clichês e imitações à parte... A história do filme é até boa, os personagens bem elaborados (com exceção dos já mencionados Brad e Cate), como a família árabe, que por proteção adquire um rifle que acaba por iniciar eventos a partir de um só tiro que é disparado acidentalmente contra uma americana (Blanchett), que acaba por ser levada pra uma vila desconhecida com o marido (Pitt). Enquanto isso, de volta pros States, a baba dos filhos deles, leva inconsequentemente as crianças pro México, no casamento do filho dela, o problema é que na volta, ela é barrada por ser uma imigrante ilegal. Dando a volta ao mundo, também vemos a história de uma estudante Japonesa (filha do primeiro dono do rifle que causou todos os acontecimentos) surda, que ao mesmo tempo em que não consegue ouvir o mundo, consegue entender melhor que muitos as pessoas a sua volta, mas acaba por querer chamar atenção demais.
Uma coisa que me chamou atenção foi a interessante metáfora no titulo. “Babel”, que vem da historia fictícia da Torre de Babel (não gente... Não to falando da novela), que é a tentativa dos homens da terra de tentar chegar ao céu, construindo uma torre gigante, mas “deus” acaba por diferenciar a linguagem das etnias. No filme, as pessoas tentam chegar ao seu “céu”, que seria o seu objetivo, a sua felicidade, mesmo com as adversidades como estar em paises diferentes e a falta de comunicação (não só pela língua em si) entre os homens.
Com grande relutância da minha experiência cinematográfica, considero esse filme uma lição de vida para algumas pessoas que hoje em dia não se preocupam com as relações humanas.

Nota: 7.5

domingo, janeiro 21, 2007

Mais Estranho que a Ficção - By Klaus Hasten.


Hoje em dia... Quando nós olhamos os cartazes no cinema, se destaca mais o nome do próprio ator do que a da própria película. Mais Estranho que a ficção, apesar do titulo ser sugestivo, tem na sua divulgação algo que me deixou intrigado... O nome bem grande WILL FERRELL.
Não é novidade que o Sr. Ferrell não é muito querido pelas suas produções baratas e com humor desgastado como "Os Estragos de Sábado à noite", "Zoolander" e até "A Feiticeira" (Que deveria ter um roteirista muito melhor pra no mínimo honrar o famoso seriado dos anos 70/80), Enfim... Não é um ator que um diretor em sã consciência colocaria se quisesse uma comédia dramática com sucesso.
Já que nada é perfeito, o contrário também não funciona. Em contraponto temos a excelente atuação de uma escritora numa fase de falta de inspiração (exatamente como eu me sentia antes de escrever essa matéria) magistralmente interpretada por Emma Thompson, que escreve seu livro sobre um homem chamado Harold Crick e seu relógio. Enquanto isso, simultaneamente, vemos a história de um calculista e banal homem chamado Harold Crick (Ferrell, o próprio) que vivia sua vida em uma rotina normal até que começa a ouvir uma voz feminina narrar os seus atos.
Desesperado, ele se vê numa situação de morte iminente quando ouve da sua própria narradora, que sua vida não continuará por muito tempo. Em um ato desesperado, pede ajuda a um professor de literatura (Dustin Hoffman) que o auxilia na tentativa de sobrevivência, e claro, sempre com seu fiel relógio.
Resultado: Além de se divertir... Você ainda encontra umas morais na história como viver melhor sua vida, não se preocupar com detalhes e claro, não ao preconceito, porque se dependesse do preconceito... Todos iam perder esse filme que pode ser considerado muito bom e sem duvida o melhor na carreira de Will Ferrell e torcemos que ele continue assim pelo bem do salário e do saco de todos.

Nota: 8,2