Como Treinar seu Dragão - By Klaus Hasten.
Por que para virarmos vikings, “homens de verdade”, precisamos do velho e cartesiano trabalho de “matar dragões”? Onde fica a criatividade e a inovação em um mundo onde o suor e a virilidade dominam as pessoas? Por incrível que pareça quem responde essas perguntas é a Dreamworks, empresa de animação que desde a década passada fez questão de viver na sombra da Pixar.
Antes de tudo, é importante ressaltar que estamos falando de uma história de Vikings e Dragões, onde o protagonista é um garoto inseguro que busca lugar no meio dos marmanjos que o cerca. Ponto para Dreamworks, que pelo visto parou de refazer roteiros da Pixar e colocar dubladores famosos para conseguir sucesso, criando uma premissa extremamente original.
Buscando elementos da cultura nórdica, o filme conta a vida de Soluço, príncipe entre os Vikings e inventor criativo por natureza. Mesmo em um universo completamente novo, percebemos nele um garoto como qualquer um, com seus desejos e defeitos, sofrendo a pressão de ser filho do homem mais viril de sua terra (dublado na versão americana por Gerard Butler).
Inserido nesse contexto, porém à frente do seu tempo, Soluço com sua astúcia de “homem” da ciência, consegue capturar seu primeiro dragão, para assim mata-lo e iniciar sua passagem para a fase adulta, uma espécie de ponto de partida para uma vida comum. Mesmo percebendo a necessidade de cometer o ato, Soluço não consegue, não por ser fraco, mas sim por ser um personagem complexo demais para se encaixar na simplicidade do local, Soluço prefere deixar a fera ir.
É a partir desse ponto que compreendemos que a relação dos dois não é apenas de caça e caçador, eles se tornam companheiros na sua mais profunda definição, respeitando e colaborando com a deficiência de cada um, no fim, são um só ser.Na hora do vôo, é possível enxergar além da caprichadíssima computação gráfica e mergulhar no céu e no mar, junto com Soluço e Banguela, uma verdadeira jornada espiritual.
Com todas as piadinhas sem graça dos filmes da empresa, o filme ganha nas partes mais despretensiosas, no verdadeiro laço que cerca a criatura arredia e seu paciente domador, cuja devoção ao amigo é uma forma de auto-preservação, uma forma de mostrar que o sentimento é o verdadeiro manual de saber como lidar com o próximo.
Uma belíssima trilha sonora no melhor estilo nórdico embala essa aventura que beira o poético com suas cenas simples no desenvolver dos personagens, mas majestosa ao colocar o maior nível de detalhes na sua gráfica. A animação mostra, cada vez mais, que são as belas nuvens do céu estrelado do cinema, e cada vez mais, a Dreamworks faz jus ao seu símbolo e simplesmente fica lá de cima observando, pescando o espectador com seu anzol de criatividade.
Nota: 8,0
Antes de tudo, é importante ressaltar que estamos falando de uma história de Vikings e Dragões, onde o protagonista é um garoto inseguro que busca lugar no meio dos marmanjos que o cerca. Ponto para Dreamworks, que pelo visto parou de refazer roteiros da Pixar e colocar dubladores famosos para conseguir sucesso, criando uma premissa extremamente original.
Buscando elementos da cultura nórdica, o filme conta a vida de Soluço, príncipe entre os Vikings e inventor criativo por natureza. Mesmo em um universo completamente novo, percebemos nele um garoto como qualquer um, com seus desejos e defeitos, sofrendo a pressão de ser filho do homem mais viril de sua terra (dublado na versão americana por Gerard Butler).
Inserido nesse contexto, porém à frente do seu tempo, Soluço com sua astúcia de “homem” da ciência, consegue capturar seu primeiro dragão, para assim mata-lo e iniciar sua passagem para a fase adulta, uma espécie de ponto de partida para uma vida comum. Mesmo percebendo a necessidade de cometer o ato, Soluço não consegue, não por ser fraco, mas sim por ser um personagem complexo demais para se encaixar na simplicidade do local, Soluço prefere deixar a fera ir.
É a partir desse ponto que compreendemos que a relação dos dois não é apenas de caça e caçador, eles se tornam companheiros na sua mais profunda definição, respeitando e colaborando com a deficiência de cada um, no fim, são um só ser.Na hora do vôo, é possível enxergar além da caprichadíssima computação gráfica e mergulhar no céu e no mar, junto com Soluço e Banguela, uma verdadeira jornada espiritual.
Com todas as piadinhas sem graça dos filmes da empresa, o filme ganha nas partes mais despretensiosas, no verdadeiro laço que cerca a criatura arredia e seu paciente domador, cuja devoção ao amigo é uma forma de auto-preservação, uma forma de mostrar que o sentimento é o verdadeiro manual de saber como lidar com o próximo.
Uma belíssima trilha sonora no melhor estilo nórdico embala essa aventura que beira o poético com suas cenas simples no desenvolver dos personagens, mas majestosa ao colocar o maior nível de detalhes na sua gráfica. A animação mostra, cada vez mais, que são as belas nuvens do céu estrelado do cinema, e cada vez mais, a Dreamworks faz jus ao seu símbolo e simplesmente fica lá de cima observando, pescando o espectador com seu anzol de criatividade.
Nota: 8,0


