Não por Acaso - By Klaus Hasten.

A vida é formada de momentos, cada um extremamente indispensável, encaixando todos, temos o destino. Esse é o tema central do primeiro filme de Phillipe Barcinski, cujo objetivo é metaforizado em símbolos banais do nosso cotidiano. Cada elemento do filme é minuciosamente colocado para formar um roteiro bom e sem exagero de detalhes desnecessários, como grande parte dos filmes nacionais.
Em um grande palco, como São Paulo, dois indivíduos tão distintos na sua forma de vida, mas complexamente parecidos em seus atos nos mostram uma noção do conformismo da vida do brasileiro. Um é obcecado por dados específicos e por uma vida objetiva, focada em observar a vida dos outros enquanto a própria não sai do lugar. Outro não consegue se desprender ao legado do pai, uma vida simples e estável, apesar de insegura em relação aos seus sonhos.
As vidas desses dois personagens se misturam, mesmo sem certo contato direto, a partir de um acidente, que mudam de formas diferentes as vidas deles. É então que entra o argumento do longa, o “destino”, simbolizado como uma mesa de sinuca, cada detalhe analisado antes de uma jogada, cada jogada interferindo em uma vida inteira. É com tal mentalidade garantida que essas duas pessoas começam a agir, viver largar os obstáculos e barreiras que previamente os transformaram em meros observadores do giro do planeta.
Ênio (Leonardo Medeiros), grande admirador do fluxo do trânsito, espectador da vida dos outros e conformista do sistema hipócrita que rege com marionetes a sociedade, de uma hora pra outra tem que mudar sua vida tranqüila para se deparar despreparadamente com uma filha, acontecimento fruto do acidente que matou a mãe dela e a namorada de Pedro (Rodrigo Santoro) amedrontado pelas mudanças e vitima de seus próprios valores, obcecado por substituir seu amor falecido para voltar a sua insignificante existência.
Pessoas que não mudam de nada o mundo são protagonistas da trama, que essa sim muda tudo. O destino de um filme despreparado que pode vir a ser subjugado pelos menos providos de senso critico e deliciado pelos interpretes da sociedade é incerto, mas com certeza, não será facilmente esquecido.
Nota: 7,5
Em um grande palco, como São Paulo, dois indivíduos tão distintos na sua forma de vida, mas complexamente parecidos em seus atos nos mostram uma noção do conformismo da vida do brasileiro. Um é obcecado por dados específicos e por uma vida objetiva, focada em observar a vida dos outros enquanto a própria não sai do lugar. Outro não consegue se desprender ao legado do pai, uma vida simples e estável, apesar de insegura em relação aos seus sonhos.
As vidas desses dois personagens se misturam, mesmo sem certo contato direto, a partir de um acidente, que mudam de formas diferentes as vidas deles. É então que entra o argumento do longa, o “destino”, simbolizado como uma mesa de sinuca, cada detalhe analisado antes de uma jogada, cada jogada interferindo em uma vida inteira. É com tal mentalidade garantida que essas duas pessoas começam a agir, viver largar os obstáculos e barreiras que previamente os transformaram em meros observadores do giro do planeta.
Ênio (Leonardo Medeiros), grande admirador do fluxo do trânsito, espectador da vida dos outros e conformista do sistema hipócrita que rege com marionetes a sociedade, de uma hora pra outra tem que mudar sua vida tranqüila para se deparar despreparadamente com uma filha, acontecimento fruto do acidente que matou a mãe dela e a namorada de Pedro (Rodrigo Santoro) amedrontado pelas mudanças e vitima de seus próprios valores, obcecado por substituir seu amor falecido para voltar a sua insignificante existência.
Pessoas que não mudam de nada o mundo são protagonistas da trama, que essa sim muda tudo. O destino de um filme despreparado que pode vir a ser subjugado pelos menos providos de senso critico e deliciado pelos interpretes da sociedade é incerto, mas com certeza, não será facilmente esquecido.
Nota: 7,5

